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| 2001: Odisseia no Espaço, por Tiago Teixeira - 2/1/2006 | ||
Mais de três décadas desde a sua première , este clássico imortal tornou-se a mais aplaudida obra da carreira do seu genial realizador (ao lado dos não menos famosos Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb de 1963, A Clockwork Orange de 1971, The Shining de 1980 e Full Metal Jacket de 1987) e um dos melhores filmes dentro do seu género. 2001: A Space Odyssey é um dos raros filmes que transcende a mera dimensão de objecto cinematográfico e que alcança a absoluta universalidade. À excepção do elenco médio-bom (que curiosamente tem como melhor personagem o fascinante, assustador e turvo HAL 9000, um modelo computorizado ultra-avançado que aparentemente não erra e que “sente” como os humanos) o filme de Kubrick é um dos mais perfeitos filmes sci-fi de todos os tempos. A realização atinge um nível superlativo. A história, de cariz filosófico e científico, analisa inteligentemente o ciclo de vida do Homem e a sua evolução ao longo das eras, bem como a sua ligação com os avanços tecnológicos, e denuncia com veemência o risco que advém desses mesmos progressos. A música clássica dos compositores Richard Strauss, “Assim Falava Zaratrusta”, e Johann Strauss, “O Danúbio Azul”, é excelente e possibilita a animação de certos momentos do filme, isto porque, ao contrário de muitos filmes do género, em 2001: A Space Odyssey as naves não emitem som (segundo as leis da física o som não se propaga no espaço). A montagem de Ray Lovejoy e a fotografia de Geoffrey Unsworth são de primeira classe. Os revolucionários efeitos visuais, realizados em colaboração com a NASA e premiados com o Óscar em 1969, são ainda hoje um deleite para os olhos dos espectadores. Ambicioso (custou cerca de 10 milhões de dólares) e extremamente bem conseguido, 2001: A Space Odyssey é uma obra maior do cinema e, para muitos, a melhor de Kubrick; realizador eternamente perfeccionista, visionário e talentoso, cuja influência nos jovens cineastas da actualidade se revela imensurável. Para quem pretende ver uma das grandes obras-primas que a 7ª arte nos deu. O Melhor: O génio de Kubrick, a mensagem patente no argumento, os meios técnicos. O Pior: Por vezes a inexistência de diálogos torna o filme um pouco difícil de acompanhar com a atenção que é requerida. Blogue: Movies Universe
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